A Gestão Guanayra Firmino dos Santos conseguiu superar o seu próprio recorde obtido em 2025 com a inscrição de onze sambas para o concurso de sambas- enredo daquele ano. Para o Carnaval de 2027 apenas dez obras inscritas que totalizaram 55 compositores é o pior ano da história da Mangueira. Sequer em 2009 tivemos tão poucos sambas após uma grave crise institucional que marcou para sempre a história da agremiação.
Na semana passada, foram registradas apenas dez composições para a nova disputa de samba-enredo, envolvendo 55 compositores. O número aprofunda uma redução que já havia causado preocupação no ciclo anterior. Em 2025, foram inscritos 14 sambas, dos quais somente 11 receberam autorização para chegar à quadra. Na ocasião, parecia difícil imaginar um cenário mais restritivo. A nova disputa, porém, começou com apenas dez obras. Isso significa dizer por exemplo que uma disputa mais longa se torna impossível de ser imaginada.
"Não foi apresentado um edital público capaz de estabelecer, com clareza, as etapas da competição, os critérios de avaliação, a composição e a competência da comissão julgadora, as hipóteses de eliminação, os procedimentos para recursos, as regras de apresentação e as garantias de tratamento igualitário entre as parcerias. O que se teve foram orientações dispersas, declarações informais e palavras lançadas ao vento. Uma disputa dessa importância não pode depender de recados, conversas particulares ou regras transmitidas de maneira fragmentada." - Disse Pablo em seu comunicado divulgado para toda a agremiação ainda no mês de junho.
Sem edital, não existe apenas uma falha de comunicação. Existe insegurança institucional. Os participantes não sabem exatamente a quais parâmetros estão submetidos; a comunidade não consegue fiscalizar o processo; e a direção mantém ampla margem para interpretar, modificar ou aplicar as regras conforme as conveniências do momento. A ausência de normas públicas transforma uma competição cultural em terreno propício para arbitrariedades.
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A Mangueira precisa decidir que modelo deseja preservar. Uma disputa de samba-enredo pode ser um espaço de participação comunitária, renovação artística, transmissão de saberes e fortalecimento da identidade mangueirense. Também pode ser reduzida a um ritual controlado, no qual poucos decidem, muitos apenas assistem e os compositores são convocados para legitimar uma escolha sobre a qual não possuem qualquer segurança.
A redução para dez sambas não é, portanto, o problema isolado. É o sintoma mais visível de um processo que perdeu previsibilidade, transparência e credibilidade. Recuperar a grandeza da disputa exige regras escritas, critérios públicos, comissão julgadora independente, impedimentos para pessoas com conflitos de interesses, divulgação das notas e justificativas, mecanismos de recurso e efetiva participação dos segmentos da escola. Afirmou Pablo Brandão, em carta após a contabilidade de apenas dez sambas na disputa mangueirense.
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Considerando o período de 2016 a 2022, com exclusão de 2021, quando não houve Carnaval, foram realizadas seis disputas, foram inscritos 174 sambas-enredo, uma média de 29 obras por ano, mais do que o dobro registrado nos últimos três anos da gestão Guanayra Firmino que não tem resultado prático observável superior a qualquer outra gestão a não ser a quantidade de denúncias de violações dos direitos humano
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