Prezada Daniela Mercury, Daniela querida, Canto da Cidade e de tantas outras cidades, canto da diversidade, canto da liberdade e da igualdade. Voz que não se cala diante da violência, voz altiva e imponente contra todas as formas de opressão. Você, que transformou sua trajetória artística numa afirmação pública dos direitos humanos, que enfrentou o preconceito, a intolerância religiosa, o machismo e a LGBTfobia, certamente compreenderá a gravidade do apelo que lhe dirijo. Reprodução Diário do Litoral Você, que não hesitou em enfrentar os ataques da extrema direita, que ergueu sua voz contra o autoritarismo e que, no Troféu Armandinho e Irmãos Macêdo, em abril de 2026, chegou a interpelar publicamente o cantor Edson Gomes ao abordar a violência contra as mulheres — episódio sobre o qual posteriormente prestou esclarecimentos e pediu desculpas —, sabe o peso de uma manifestação pública e a responsabilidade de quem dispõe de tamanha projeção nacional. É precisamente em nome desses valores...
"ELA METEUA MÃO GERALZÃO!" Ana Maria Magalhães cineasta consagrada é a diretora de dois documentários fundamentais para compreender a história mangueirense. Em 1991, gravou Mangueira do Amanhã, documentário que traça panorama sobre Escola de Samba Mirim revelando a influência do samba na vida das crianças do Morro de Mangueira. O filme mostra a transmissão da cultura musical pela “Velha Guarda” que incentiva as crianças a desenvolverem o seu talento. Entrevista ícones como Alcione, Delegado e Aluísio Dias. O documentário registra os preparativos da Escola de Samba mirim, desde os ensaios até a saída da Mangueira do Amanhã no Sambódromo.