Há uma pergunta que precisa ser feita, em voz alta, dentro da Mangueira: que democracia é essa que muitos defendem nas redes sociais, nos discursos públicos, nos textos acadêmicos e nas rodas de conversa, mas abandonam na Rua Visconde de Niterói? Que defesa do Estado Democrático de Direito é essa que se levanta contra o golpe de 8 de janeiro de 2023, na Esplanada dos Ministérios, mas se cala diante do sequestro institucional ocorrido na noite de 10 de março de 2025, no Palácio do Samba? Que cidadãos são esses que se dizem defensores dos direitos humanos, antifascistas, progressistas, democratas, que repetem que “ninguém solta a mão de ninguém”, mas colaboraram, direta ou indiretamente, com a farsa da chapa única na Estação Primeira de Mangueira? Quando o golpe eleitoral e institucional acontece dentro da nossa própria casa, o que se revela é ainda mais grave: muitos daqueles que se dizem democratas passam a colaborar, tolerar ou silenciar diante do sequestro político da Mangueira. E es...
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