"ELA METEUA MÃO GERALZÃO!" Ana Maria Magalhães cineasta consagrada é a diretora de dois documentários fundamentais para compreender a história mangueirense. Em 1991, gravou Mangueira do Amanhã, documentário que traça panorama sobre Escola de Samba Mirim revelando a influência do samba na vida das crianças do Morro de Mangueira. O filme mostra a transmissão da cultura musical pela “Velha Guarda” que incentiva as crianças a desenvolverem o seu talento. Entrevista ícones como Alcione, Delegado e Aluísio Dias. O documentário registra os preparativos da Escola de Samba mirim, desde os ensaios até a saída da Mangueira do Amanhã no Sambódromo.
"ELA METEUA MÃO GERALZÃO!"
Ana Maria Magalhães cineasta consagrada é a diretora de dois documentários fundamentais para compreender a história mangueirense. Em 1991, gravou Mangueira do Amanhã, documentário que traça panorama sobre Escola de Samba Mirim revelando a influência do samba na vida das crianças do Morro de Mangueira. O filme mostra a transmissão da cultura musical pela “Velha Guarda” que incentiva as crianças a desenvolverem o seu talento. Entrevista ícones como Alcione, Delegado e Aluísio Dias. O documentário registra os preparativos da Escola de Samba mirim, desde os ensaios até a saída da Mangueira do Amanhã no Sambódromo.
Trinta anos depois, Mangueira em Dois Tempos mostra o crescimento e a evolução de ex-participantes da escola de samba mirim Mangueira do Amanhã hoje em dia atuando na escola de samba Estação Primeira de Mangueira. Ganhou o prêmio de "Melhor Documentário" no International New York Film Festival e "Menção Honrosa" no Los Angeles Brazilian Film Festival em 2020 e "Honra ao Mérito" por sua causa social no Docs Without Borders Film Festival de 2021.
O áudio que é atribuído a cineasta começa em tom de alerta — “Babado, Sérgio” — e, em aproximadamente 50 segundos, percorre alguns dos principais questionamentos que passaram a cercar a administração da Estação Primeira de Mangueira em 2026. A gravação trata-se de uma manifestação privada em que a interlocutora reproduz informações que provavelmente ficou sabendo. Entretanto, parte dos assuntos mencionados corresponde a controvérsias documentais que já vinham sendo denunciadas pelo Coletivo Transparência Mangueira e pelo Fala Mangueira. Babado!
A cineasta soltou o verbo: “pegou 10 milhões do Amapá. O Amapá quer saber onde está o dinheiro”. Em referência ao Termo de Fomento nº 006/2025, da SECULT/AP, no valor de R$ 10 milhões, destinado à Mangueira. Apesar do montante a agremiação ficou apenas no 6° lugar e para completar a história o governador do estado, se negou a desfilar. Assistiu o desfile de um telão em Macapá.
“ELA GASTOU 30 MILHÕES NO CARNAVAL"
A fala faz uma comparação com Unidos do Viradouro, campeã do carnaval 2026, homenageando o Mestre Ciça. O seu presidente em entrevista a um podcast afirmou ter gasto R$ 13 milhões no seu carnaval.
Em seguida, demonstrando estar atenta, Ana Maria Magalhães, fala do aluguel dos 25 violões por R$ 165 mil reais. A cineasta comenta o fato que a empresa Batsss.co/ negou ter participado da licitação realizada pela Mangueira. O responsável foi contundente: "Nós não participamos deste tipo de licitação". Além disso os preços, estão fora do padrão praticado pela mesma, no documento juntado pela administração Guanayra Firmino e encaminhado ao Ministério da Cultura estão no valor de R$ 550 reais por unidade, no portal, da empresa estão R$ 28 reais por mês.
Porém a empresa vencedora foi a Dias Moreira Serviços de Construções e Reformas Ltda, CNPJ n° 46.263.839/0001-13 que tem como proprietária a irmã da presidente, a senhora Aurea Moreira que também é secretária da Quadra. Confira em detalhes no Link: Clique aqui e saiba mais.
O áudio de Ana Maria ganha ainda mais relevância porque termina com uma manifestação expressa de apoio ao abaixo-assinado “Novas Eleições na Mangueira Já! Para devolver a Escola de Samba do povo ao povo”. A petição, criada em 22 de dezembro de 2025 e dirigida ao Conselho Deliberativo e Fiscal da Estação Primeira de Mangueira, reivindica a convocação de novas eleições gerais, com comissão eleitoral independente, publicidade das regras, relação conferível dos associados aptos a votar, prazo para impugnações, fiscalização isonômica pelas chapas e cumprimento integral do Estatuto Social. O documento fundamenta o pedido em uma série de questionamentos sobre a gestão e a aplicação de recursos públicos, incluindo os Termos de Fomento de R$ 1,14 milhão e R$ 1,5 milhão. É nesse contexto que, após comentar as denúncias que chegaram ao seu conhecimento, a interlocutora afirma categoricamente no áudio: “assina, sim, que eu vou assinar também”, manifestando sua adesão ao movimento por novas eleições. Na consulta realizada, a petição registrava 467 assinaturas verificadas.
Link do abaixo assinado:
Link Biblioteca Virtual do Coletivo Transparência Mangueira:
Comentários
Enviar um comentário
Fala, Mangueira! Este espaço é aberto à participação dos leitores. Deixe seu comentário, crítica, sugestão, informação ou contribuição para o debate. Comentários ofensivos, discriminatórios, ameaçadores, difamatórios, com dados pessoais de terceiros ou sem relação com o tema poderão ser removidos. A participação deve respeitar a memória, a comunidade e a história da Estação Primeira de Mangueira.