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NOTA OFICIAL COLETIVO TRANSPARÊNCIA MANGUEIRA: AS SETE CONTRADIÇÕES DE GUANAYRA FIRMINO DOS SANTOS NO EPISÓDIO DA RETIRADA DO SAMBA Nº 03

Rio de Janeiro, 05 de setembro de 2026 PABLO ROGERS DIAS FERREIRA BRANDÃO Coletivo Transparência Mangueira 21 99920-2246 | pablobrandaorj@gmail.com   AS SETE CONTRADIÇÕES DE GUANAYRA FIRMINO DOS SANTOS NO EPISÓDIO DA RETIRADA DO SAMBA Nº 03 I. "NÃO FOMOS PREVIAMENTE INFORMADOS" — ATÉ O PRINT DESMENTIR   A   Nota Oficial, apresentada como posição institucional da Presidência, afirma que a escola tomou conhecimento da retirada "por meio das redes sociais" e lamenta a condução do fato "SEM QUE FOSSE PREVIAMENTE INFORMADA".   O print de WhatsApp — divulgado pela própria presidenta, com a triunfante legenda "SEGUE PRINT!" — comprova o recebimento, às 11h12 do dia 12 de agosto de 2026, de comunicação formal e protocolar, endereçada nominalmente a ela ("Prezada Presidente Guanayra / Por meio desta, comunicamos formalmente..."), assinada pela "Parceria Samba nº 03 – Carnaval 2027". A comunicaçã...

FALA, MANGUEIRA! MANGUEIRA, FALA!

 FALA, MANGUEIRA!

Há momentos cruciais na vida de um povo em que o destino convoca à responsabilidade e à coragem. A Estação Primeira de Mangueira, farol da alma nacional e o Jequitibá do samba, enfrenta um desses momentos. Árvore centenária, de tronco firme e copa majestosa, sua força sempre residiu na capacidade de resistir às tempestades, envergando sem jamais quebrar. Contudo, até a mais sólida fortaleza pode ser corrompida quando o zelo é, na verdade, uma máscara para a ambição e o orgulho, permitindo que a maldade encontre morada e apodreça a raiz por dentro.

Essa força imponente, que amamos e admiramos, corre perigo quando o falso cuidado impede seu fortalecimento natural. Um líder ambicioso, para se mostrar protetor, apaga o fogo, instala apoios contra o vento e afasta o machado. O resultado é desastroso: a casca do Jequitibá enfraquece, e uma praga silenciosa o consome internamente. A árvore, aparentemente frondosa e erguida, está em verdade pedindo socorro, correndo o risco iminente de uma queda súbita, cujo estrondo ecoará como a morte de uma instituição.

O coração da escola, sua Bateria, foi ferido na fatídica madrugada de domingo, 28 de setembro de 2025. Após a comunidade aclamar o samba de quatro mulheres negras, amazônicas e professoras, que representavam a alma do enredo, a proclamação de uma obra de homens brancos da zona sul como vencedora fez o compasso quebrar. O que se viu não foi o silêncio do luto e do respeito, como no passado por Nair Pequena, mas o da perplexidade e do desânimo. Silenciaram a Mangueira, e esse ato calou a celebração e feriu o espírito popular.

Este silenciamento é sintoma de um mal maior: quando as baianas são maltratadas, quando mulheres negras são afastadas para dar lugar a homens brancos e vozes dissidentes são censuradas para proteger uma falsa imagem de coerência. Quando a ética se corrompe em nome de interesses pessoais e familiares. Por isso, é preciso que a Mangueira Fale! Que falem os tamborins, a bateria, os poetas, as passistas e a comunidade. É preciso lutar para que a força de sua tradição se mostre e para que o Jequitibá do samba não morra por dentro.

Mangueira, Fala! 
Fala, Mangueira!

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