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NOTA OFICIAL COLETIVO TRANSPARÊNCIA MANGUEIRA: AS SETE CONTRADIÇÕES DE GUANAYRA FIRMINO DOS SANTOS NO EPISÓDIO DA RETIRADA DO SAMBA Nº 03

Rio de Janeiro, 05 de setembro de 2026 PABLO ROGERS DIAS FERREIRA BRANDÃO Coletivo Transparência Mangueira 21 99920-2246 | pablobrandaorj@gmail.com   AS SETE CONTRADIÇÕES DE GUANAYRA FIRMINO DOS SANTOS NO EPISÓDIO DA RETIRADA DO SAMBA Nº 03 I. "NÃO FOMOS PREVIAMENTE INFORMADOS" — ATÉ O PRINT DESMENTIR   A   Nota Oficial, apresentada como posição institucional da Presidência, afirma que a escola tomou conhecimento da retirada "por meio das redes sociais" e lamenta a condução do fato "SEM QUE FOSSE PREVIAMENTE INFORMADA".   O print de WhatsApp — divulgado pela própria presidenta, com a triunfante legenda "SEGUE PRINT!" — comprova o recebimento, às 11h12 do dia 12 de agosto de 2026, de comunicação formal e protocolar, endereçada nominalmente a ela ("Prezada Presidente Guanayra / Por meio desta, comunicamos formalmente..."), assinada pela "Parceria Samba nº 03 – Carnaval 2027". A comunicaçã...

CORRUPÇÃO NA MAIOR ESCOLA DE SAMBA DO PLANETA - PRESIDENTE GUANAYRA FIRMINO DOS SANTOS TEM PEDIDO DE CASSAÇÃO DO SEU MANDATO APRESENTADO NO CONSLEHO DELIBERATIVO E FISCAL

Pedido de impeachment da presidente da Mangueira cobra apuração sobre recursos públicos do Acervo Virtual

O Coletivo Transparência Mangueira apresentou um pedido formal ao Conselho Deliberativo e Fiscal da Estação Primeira de Mangueira para que sejam apuradas possíveis irregularidades na execução do projeto “Estação Primeira de Mangueira: Ancestralidade, Memória e o Poder Feminino em sua História”, financiado com recursos públicos federais por meio do Termo de Fomento nº 941311/2023, celebrado com o Ministério da Cultura. O projeto, no valor superior a R$ 1,1 milhão, tinha como finalidade a criação do Acervo Virtual de Mangueira, com foco na preservação da memória, da ancestralidade, da oralidade e do papel das mulheres na história da escola.


Segundo o pedido, a questão não se resume a uma divergência administrativa ou a uma disputa política interna. O documento sustenta que a Mangueira, por sua importância histórica para as Matrizes do Samba no Rio de Janeiro e para o patrimônio cultural brasileiro, não pode tratar a gestão de recursos destinados à memória coletiva como assunto privado de uma diretoria. Para o Coletivo Transparência Mangueira, qualquer falha grave na execução de um projeto dessa natureza atinge não apenas a escola, mas também a comunidade, os pesquisadores, os sambistas, as mulheres guardiãs da memória e todo o público que deveria ter acesso ao acervo prometido.

O pedido de impeachment se apoia em uma auditoria cidadã que reuniu oito pedidos de apuração sobre despesas, contratos, notas fiscais, pagamentos, prorrogações e entregas do projeto. Entre os pontos levantados estão questionamentos sobre contratação de transporte, locação de computadores, aluguel de câmeras e equipamentos de luz, fornecimento de kits lanche, despesas de coordenação, concentração de pagamentos e sucessivos pedidos de prorrogação da prestação de contas. O documento afirma que há indícios suficientes para exigir uma resposta formal dos órgãos internos da agremiação, especialmente porque os recursos envolvidos são públicos e a execução deveria obedecer ao plano de trabalho aprovado.



A base estatutária do pedido está no próprio Estatuto Social da Estação Primeira de Mangueira, que atribui ao Conselho Deliberativo e Fiscal a competência para apurar irregularidades, processar e julgar faltas de integrantes do Conselho Diretor e deliberar sobre o impeachment da Presidência, mediante quórum qualificado. O documento sustenta que o Conselho não possui apenas a faculdade de agir, mas o dever institucional de fazê-lo diante de denúncias formalizadas e acompanhadas de documentação.

O pedido também destaca que a apuração deve respeitar o contraditório e a ampla defesa. Por isso, não se trata de decretar antecipadamente a culpa da presidente Guanayra Firmino dos Santos, mas de instaurar um processo interno regular, com notificação formal, apresentação de esclarecimentos, análise documental e deliberação transparente. O Coletivo requer que o Conselho convoque sessão extraordinária, instaure processo de apuração, avalie a necessidade de afastamento cautelar da presidente durante a investigação e, ao final, delibere sobre as sanções cabíveis, inclusive o impeachment, caso sejam confirmadas irregularidades capazes de produzir prejuízo institucional, financeiro, moral ou reputacional à Estação Primeira de Mangueira.

Outro ponto central do documento é a crítica à omissão. O pedido afirma que o silêncio do Conselho Deliberativo e Fiscal, diante de fatos documentados, poderia comprometer ainda mais a imagem da escola perante a comunidade, o Ministério da Cultura, os órgãos de controle e a opinião pública. Para o Coletivo, a Mangueira se aproxima do centenário e precisa demonstrar que sua grandeza histórica está ligada também à democracia interna, à transparência, à prestação de contas e ao respeito à sua própria comunidade.

O texto defende que exigir investigação não é atacar a Mangueira, mas protegê-la. A argumentação apresentada sustenta que a escola é maior do que qualquer gestão e que recursos destinados à preservação de sua memória não podem ser tratados sem controle social. O pedido, portanto, coloca o Conselho Deliberativo e Fiscal diante de uma responsabilidade decisiva: apurar os fatos com seriedade, garantir defesa aos envolvidos, prestar contas à nação mangueirense e decidir, com base no Estatuto, se a permanência da atual Presidência é compatível com os deveres de transparência, zelo e responsabilidade institucional.

Em síntese, o pedido de impeachment apresentado pelo Coletivo Transparência Mangueira é uma cobrança formal para que a Estação Primeira de Mangueira utilize seus próprios mecanismos estatutários de controle. O objetivo declarado é preservar a instituição, proteger sua memória, responsabilizar eventuais irregularidades e impedir que dúvidas sobre a execução de recursos públicos sejam empurradas para o futuro sem resposta. Para o Coletivo, a Mangueira não pode chegar ao seu centenário sob a sombra da omissão. Deve chegar de pé, com verdade, transparência e respeito à comunidade que construiu sua história.

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