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NOTA OFICIAL COLETIVO TRANSPARÊNCIA MANGUEIRA: AS SETE CONTRADIÇÕES DE GUANAYRA FIRMINO DOS SANTOS NO EPISÓDIO DA RETIRADA DO SAMBA Nº 03

Rio de Janeiro, 05 de setembro de 2026 PABLO ROGERS DIAS FERREIRA BRANDÃO Coletivo Transparência Mangueira 21 99920-2246 | pablobrandaorj@gmail.com   AS SETE CONTRADIÇÕES DE GUANAYRA FIRMINO DOS SANTOS NO EPISÓDIO DA RETIRADA DO SAMBA Nº 03 I. "NÃO FOMOS PREVIAMENTE INFORMADOS" — ATÉ O PRINT DESMENTIR   A   Nota Oficial, apresentada como posição institucional da Presidência, afirma que a escola tomou conhecimento da retirada "por meio das redes sociais" e lamenta a condução do fato "SEM QUE FOSSE PREVIAMENTE INFORMADA".   O print de WhatsApp — divulgado pela própria presidenta, com a triunfante legenda "SEGUE PRINT!" — comprova o recebimento, às 11h12 do dia 12 de agosto de 2026, de comunicação formal e protocolar, endereçada nominalmente a ela ("Prezada Presidente Guanayra / Por meio desta, comunicamos formalmente..."), assinada pela "Parceria Samba nº 03 – Carnaval 2027". A comunicaçã...

Do Morro da Mangueira à Coreia: exposição internacional celebra o samba como patrimônio brasileiro A Mangueira do outro lado do mundo: verde e rosa ocupa museu nacional na Coreia

Uma exposição sobre a Mangueira do outro lado do mundo. É isso mesmo: o verde e rosa da maior escola de samba do planeta conquistou o público coreano. Realizada no National Folk Museum of Korea, em Paju, região metropolitana de Seul, a mostra “Rio Carnival of Brazil: The Soul of Africa, the Rhythm of Samba” apresentou ao público asiático a força artística, histórica e simbólica do Carnaval do Rio de Janeiro, tendo a Estação Primeira de Mangueira como grande representante do samba brasileiro. A exposição ficou em cartaz entre 16 de dezembro de 2025 e 15 de março de 2026, no lobby do primeiro andar do museu.

A mostra reuniu fantasias, instrumentos musicais e estruturas alegóricas utilizadas pela Mangueira no Carnaval de 2025, quando a escola levou para a Avenida o enredo “À Flor da Terra”. O tema abordou a memória dos povos africanos de origem banto, suas dores, deslocamentos, formas de resistência e contribuições decisivas para a formação cultural brasileira. Assim, o Carnaval foi apresentado não apenas como espetáculo, mas como narrativa histórica, patrimônio cultural imaterial e expressão comunitária de arte, fé, memória e identidade popular.

O projeto nasceu de uma iniciativa de pesquisa e coleta do museu coreano sobre grandes festas populares do mundo. Segundo texto publicado pelo próprio National Folk Museum of Korea, assinado por Hwang Gi-jun, pesquisador-curador da instituição, a escolha do Carnaval do Rio e da Mangueira abriu uma janela para compreender o samba como cultura viva, nascida da experiência afro-brasileira e preservada por instituições comunitárias chamadas escolas de samba.

A repercussão da exposição ganhou ainda mais força com a visita da Primeira-Dama do Brasil, Janja Lula da Silva, acompanhada da primeira-dama sul-coreana Kim Hye-kyung, em fevereiro de 2026. Durante a visita, Janja explicou aspectos da história do samba, do Carnaval e da diversidade cultural brasileira diante da sinalização dedicada à Mangueira Samba School. A imprensa coreana registrou que a exposição já havia atraído mais de 250 mil visitantes até aquele momento, demonstrando o interesse do público local pela cultura brasileira.

A presença da Mangueira em um museu nacional da Coreia do Sul representa mais do que uma homenagem a uma escola de samba. Representa o reconhecimento internacional do samba como patrimônio artístico sofisticado, construído por comunidades populares, trabalhadores da cultura, compositores, ritmistas, costureiras, escultores, aderecistas, carnavalescos e mestres de tradição. Cada fantasia, instrumento e alegoria expostos carrega saberes coletivos que atravessam gerações.

Do Rio de Janeiro a Paju, a Mangueira mostrou que o samba fala muitas línguas. Fala português, fala tambor, fala corpo, fala ancestralidade. Na Coreia, o verde e rosa apresentou ao mundo um Brasil profundo: africano, popular, criativo, comunitário e universal. Mais do que uma exposição sobre Carnaval, foi uma aula de diplomacia cultural, memória afro-atlântica e valorização do patrimônio imaterial brasileiro.



Primeira dama do Brasil Janja Lula da Silva visitou a exposição na Coréia do Sul e ficou emocionada 

O que chama atenção é que as páginas oficiais da escola nas redes sociais, não se pronunciaram sobre este acontecimento histórico e extremamente importante para a agremiação, nunca nenhuma escola de samba do Brasil, recebeu prestigio tão grande como a Mangueira. Segundo o curador da exposição o processo de pesquisa, aquisição e transporte e preparação das peças cumprindo os requisitos alfandegários, jurídicos e outros recebeu um investimento de R$ 25 milhões de reais do governo coreano. Gi-jun agradeceu em seu texto a articulação de Rafael Zamorano Bezerra do IPHAN, e ao Museu do Samba, na pessoa da Nilcemar Nogueira, diretora da instituição, além de ser neta do Cartola.



Conheça o Dossiê Fala Mangueira e acesse outras reportagens sobre transparência, gestão, memória e cultura: https://falamangueirafala.blogspot.com/2026/07/dossie-fala-mangueira-transparencia.html









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