Rio de Janeiro, 05 de setembro de 2026 PABLO ROGERS DIAS FERREIRA BRANDÃO Coletivo Transparência Mangueira 21 99920-2246 | pablobrandaorj@gmail.com AS SETE CONTRADIÇÕES DE GUANAYRA FIRMINO DOS SANTOS NO EPISÓDIO DA RETIRADA DO SAMBA Nº 03 I. "NÃO FOMOS PREVIAMENTE INFORMADOS" — ATÉ O PRINT DESMENTIR A Nota Oficial, apresentada como posição institucional da Presidência, afirma que a escola tomou conhecimento da retirada "por meio das redes sociais" e lamenta a condução do fato "SEM QUE FOSSE PREVIAMENTE INFORMADA". O print de WhatsApp — divulgado pela própria presidenta, com a triunfante legenda "SEGUE PRINT!" — comprova o recebimento, às 11h12 do dia 12 de agosto de 2026, de comunicação formal e protocolar, endereçada nominalmente a ela ("Prezada Presidente Guanayra / Por meio desta, comunicamos formalmente..."), assinada pela "Parceria Samba nº 03 – Carnaval 2027". A comunicaçã...
O Cônjuge da presidente da Mangueira Guanayra Firmino dos Santos recebeu recursos de projeto federal enquanto ocupava cargo público em Maricá; agora, compatibilidade de jornadas, pagamentos e entrega dos serviços estão sob apuração
O ex-servidor da Prefeitura de Maricá Márcio Diniz Neto ocupou o cargo de Assessor 01 no Instituto de Ciência, Tecnologia e Inovação de Maricá (ICTIM), matrícula nº 13000084, com jornada informada de 40 horas semanais e 200 horas mensais. Sua remuneração bruta chegou a R$ 10.273,97, conforme registros do Portal da Transparência municipal.
A situação ganhou repercussão após reportagem do Jornal da República, intitulada “Samba do Nepotismo? Mais Contratações Ligadas à Mangueira Causam Alvoroço em Maricá”. A matéria identificou Márcio como companheiro da atual presidente da Estação Primeira de Mangueira, Guanayra Firmino dos Santos, e registrou relatos atribuídos a colegas segundo os quais ele compareceria ao órgão apenas duas vezes por semana, apesar da jornada formal estabelecida.
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| Márcio Diniz Neto - Cônjuge de Guanayra Firmino dos Santos |
Márcio também aparece vinculado ao CNPJ nº 54.274.515/0001-09, por meio do qual foi contratado pela própria Mangueira para atuar como fotógrafo documental no projeto “Estação Primeira de Mangueira: Ancestralidade, Memória e o Poder Feminino em sua História”, financiado pelo Ministério da Cultura por meio do Termo de Fomento nº 941311/2023.
A documentação reunida pelo Coletivo Transparência Mangueira aponta pagamentos de R$ 18 mil, realizados em parcelas de R$ 2 mil, pela prestação dos serviços fotográficos. O problema é que, ao término da execução, não foram identificados no acervo público resultados fotográficos compatíveis com a dimensão da atividade contratada.
A pergunta permanece simples: onde estão as fotografias produzidas com esses recursos públicos?
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| Nenhuma foto registrada |
Nos nove meses que Márcio Diniz Neto recebeu como fotógrafo do projeto, não foram registradas nenhuma fotografia, conforme a tela da plataforma transferegov indica. O Termo de Fomento assinado em dezembro de 2023, teve sua execução iniciada em fevereiro de 2024 e deveria ter sido encerrada em fevereiro de 2025, segundo os próprios dados da plataforma a prestação de contas ainda não foram entregues. O motivo que o Coletivo Transparência Mangueira aponta é que para todas as metas são necessárias o envio justamente das fotografias que Márcio Diniz ainda não enviou.
A questão ganhou maior relevância porque o projeto previa uma ampla operação de memória e documentação da história mangueirense, estruturada especialmente em torno do protagonismo feminino. Segundo o Plano de Trabalho, seriam formadas duplas envolvendo sete estudantes do curso de História da UERJ e sete mulheres da comunidade da Mangueira, que receberiam treinamento e utilizariam equipamentos previstos no projeto, entre eles computadores e câmeras digitais.
A meta era realizar 2.500 entrevistas e depoimentos, contribuindo para a construção de um acervo digital público capaz de registrar aquilo que tantas vezes não aparece nos arquivos oficiais: trajetórias de mulheres negras, pobres, moradoras da Mangueira e historicamente invisibilizadas.
“Na rede social diz que é gestão dos crias, que valoriza o chão em que nasceu, que é comunidade, ancestralidade. Na hora que abrimos a página do Coletivo Transparência Mangueira é que descobrimos que é uma gestão voltada realmente para a comunidade: para a comunidade familiar da presidente”, critica Thatiana Gomes, moradora da Candelária, uma das localidades que integram a Mangueira. Thatiana foi componente da Ala das Baianas e deixou o segmento em 2025, após integrar o grupo que reclamou do peso das fantasias.
Clique aqui e confira as denúncias apresentadas pelo Coletivo Transparência Mangueira.
Clique aqui e conheça o Dossiê Coletivo Transparência Mangueira
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Para o Coletivo Transparência Mangueira, a contratação de Márcio chama ainda mais atenção justamente pela natureza do projeto. A proposta tinha como eixo a valorização e a documentação da memória feminina mangueirense. Por isso, a contratação do companheiro da presidente para uma função remunerada com recursos federais deve ser examinada à luz da impessoalidade, da efetiva execução do serviço e da existência dos produtos contratados.
O MINISTÉRIO PÚBLICO ESTÁ NA APURAÇÃO
O caso não ficou restrito à denúncia pública. A documentação foi encaminhada ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, dando origem ao procedimento nº 202600757918, perante a Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Maricá.
O projeto também chegou ao Ministério Público Federal a apuração relacionada ao Termo de Fomento nº 941311/2023 foi autuada no MPF sob a Notícia de Fato nº 1.30.001.003913/2026-21, em junho de 2026.
Há ainda dois esclarecimentos importantes em relação aos outros personagens que apareceram nas reportagens sobre contratações de pessoas ligadas à Mangueira em Maricá.
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| Edvaldo Vicente Gomes Junior - O Junior Mangueira |
Júnior Mangueira, que também foi citado na série de reportagens, foi posteriormente exonerado do cargo de subsecretário no gabinete do prefeito Washington Quaquá. A exoneração foi noticiada por diferentes veículos da imprensa fluminense. Junior Mangueira que foi candidato a vereador pelo Partido dos Trabalhadores o PT, responde no Ministério Público Eleitoral, por falsidade ideológica é que o candidato pelo PMN, em 2020, se declarou um homem branco, já em 2024, no PT, transformou-se repentinamente em um homem de cor/raça preta e recebeu do Fundo Eleitoral Especial de Pessoas Negras R$ 480 mil reais. O caso é apurado pela 125ª Promotoria Eleitoral no processo n° 02.22.0010.0081168/2026-66.
Márcio Diniz Neto tem a compatibilidade entre sua jornada no serviço público municipal e o serviço privado prestado à Mangueira apurada pelo Ministério Público Estadual. Já o seu vínculo familiar com a presidente da entidade contratante; efetiva execução dos serviços de fotografia; existência dos produtos pagos com dinheiro público; e regularidade dos pagamentos efetuados no âmbito do Termo de Fomento nº 941311/2023. Estão a cargo do Ministério Público Federal.
As informações encontram-se submetidas aos órgãos competentes, cabendo a eles estabelecer eventual responsabilidade. Aos citados permanece assegurado o direito de apresentar esclarecimentos, documentos e elementos que demonstrem a regularidade de suas atuações.
Transparência não condena ninguém antecipadamente. Mas dinheiro público exige documento, produto entregue, prestação de contas e resposta.


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